SOGI reúne mais de 700 pessoas em espetáculo de dança inspirado em O Rei Leão
Quem entrou no Salão Nobre da Sociedade Ginástica Ijuí (SOGI) no último sábado, 24 de outubro, encontrou um cenário bem diferente do habitual. A savana africana tomou conta do espaço e, por algumas horas, leões, zebras, girafas, elefantes e tantos outros animais dividiram o palco para contar uma história que atravessa gerações. Inspirado no clássico O Rei Leão, o espetáculo de dança Hakuna Matata reuniu mais de 700 pessoas na plateia e colocou em cena mais de 100 associados e colaboradores do clube.
A apresentação foi o ponto alto de um trabalho que começou no mês de abril, quando as bailarinas conheceram a proposta do espetáculo. De lá para cá, foram meses de ensaios, escolha de personagens, criação de coreografias e preparação de uma produção que ganhou proporções muito maiores do que uma apresentação convencional de dança.
Para dar vida aos animais da savana, foram desenvolvidos 12 modelos de figurinos para as turmas de dança, além das roupas dos personagens principais. Cada grupo ganhou características próprias, com cores, tecidos e adereços que ajudaram a construir o universo da história. O resultado apareceu no palco em uma sucessão de cenas que reuniram desde as pequenas bailarinas do Baby Class até jovens e adultos de Ritmos Fit.
A tecnologia também teve papel importante na montagem. Em vez de cenários físicos, a produção apostou em uma cenografia digital, inteiramente criada para o espetáculo. Projetadas em um grande telão de led, as imagens transportaram o público por diferentes ambientes, como a savana, o oásis, as terras sombrias e o desfiladeiro. Tudo acompanhado por um trabalho de iluminação que mudou conforme o clima de cada cena, dos momentos mais leves e divertidos às passagens dramáticas da história.
A direção e o roteiro adaptado foram assinados por Amanda Rieger, que também integrou a equipe de coreógrafos ao lado de Daiane Bandeira, Manuela de Oliveira da Silva e Matteus Dallabrida. Laís Dahmer ficou responsável pela preparação cênica, enquanto Carine Prates assumiu a produção.
No centro da história, naturalmente, estava Simba. Lorenzo Gabriel Kosztrepa da Silva interpretou o personagem na infância, enquanto Matteus Dallabrida deu vida ao leão na fase adulta. Nala foi interpretada por Anthonia Cazotti Loureiro e Manuela de Oliveira da Silva, também em diferentes fases da vida. Ricardo Samersla assumiu o papel de Mufasa, Daiane Bandeira interpretou Sarabi e Larissa Alves Santos viveu o vilão Scar. O elenco contou ainda com Valentina Pimentel Koch como Zazu, Laís Dahmer como Rafiki e a divertida dupla Timão e Pumba, interpretada por Caetana Bones e Larissa Lucchese Ceratti. As hienas ficaram por conta de Bruna Limeira Rakoski, Luiza Maki Kusiak, Sofia Cossetin Raugust e Yasmin Riquinho Brudna.
Enquanto o elenco principal conduzia a história, as turmas de Baby Class, Balé Preparatório, Módulo 1, Módulo 2, Dança Kids e Dança Teen ajudavam a dar movimento à savana. Passarinhos, zebrinhas, flamingos, elefantinhos, girafas, raposas, antílopes, leoas e hienas surgiram em diferentes momentos, cada grupo com sua coreografia e participação na narrativa. Até mesmo uma das cenas mais dramáticas do filme ganhou uma versão dançada. A turma de Ritmos Fit foi responsável por representar a debandada dos gnus, sequência que culmina na morte de Mufasa. A participação trouxe uma dinâmica diferente ao espetáculo e abriu espaço para outra modalidade do clube integrar a montagem.
Para que todas essas cenas se encaixassem, os ensaios aconteceram semanalmente, tanto com o elenco principal quanto com as turmas de dança. Foi preciso conciliar coreografias, interpretação, movimentação de palco e a participação de crianças de diferentes idades. Nos bastidores, colaboradores e voluntários também tiveram papel fundamental, cuidando da organização, das entradas e saídas de cena e, principalmente, dos pequenos artistas que aguardavam sua vez de entrar no palco.
Outro aspecto especial da noite foi a presença de convidados da APAE, do TEAmor Ijuí e do Centro de Atendimento Integral ao Surdo. Além dos espectadores que adquiriram ingressos, o clube abriu espaço para que integrantes dessas instituições também pudessem acompanhar a apresentação. A iniciativa faz parte da proposta da SOGI de ampliar o acesso às atividades culturais e promover momentos de integração com a comunidade, reconhecendo a arte como um espaço de encontro e convivência.
Para o presidente do clube, Elvis Emir Dorzbacher, Hakuna Matata superou as expectativas. “Foi uma noite para ficar na memória. O que vimos no palco é resultado de muita dedicação e mostra que a SOGI também é um espaço onde a cultura e os talentos dos nossos associados encontram oportunidades para crescer. É uma alegria proporcionar momentos assim”, finaliza o presidente.

28 de outubro de 2026 - 15:55 horas